domingo, 11 de dezembro de 2011

Lado Emocional (parte 3) - “Morte”


Ainda bem que "não" preciso detalhar um filme de terror Zumbi, porque ele é obvio; Como sempre, com boas intenções, um horrível vírus foi criado no mundo. Ideais pouco refletidos, mal interpretados e muitas vezes, nem sequer questionados nos encaminharam de forma muito sutil, e a alguns, de forma grotesca também, até uma fórmula altamente perigosa, devido a sua alta velocidade de propagação.

Não tem como certas pessoas não sentirem pavor do que chamam de solidão, essa necessidade de que meu próximo me reconheça como alguém especial ou no mínimo igual a ele. Queremos ser vistos e aceitos como parte de um todo. Parte de um rebanho. Se não posso ser o pastor, no mínimo, quero ser uma ovelha branquinha, porque a pretinha é excluída e solitária, deixada aos lobos famigerados.A doença contagiosa, espalhada pelo vírus, é reconhecida pela falta de caráter e isto está ficando comum. O vírus foi propagado e o sintoma é uma postura duvidosa.

Nossa mente tem apenas uma forma de ver o mundo; é a forma que ela mesma funciona. Se eu minto, não acreditarei na sinceridade de ninguém. Se eu amo, acreditarei no amor que os outros dizem me oferecer. Nós apenas enxergamos aquilo que somos. Como poderia conhecer a luz, se não soubesse o que é escuridão? Não seria possível.

Após entendermos os sintomas, não podemos negar como já fazemos parte de tudo isso. Fazemos parte da mentira, do egoísmo, da magoa, da infelicidade, , da infidelidade, da tristeza, da ilusão e como tal, agora é impossível que não contaminemos alguém próximo. Com idéias mal trabalhadas, com sentimentos magoados, com uma mente fútil, corpos doentes e ideais corrompidos.

Da forma que as coisas vão é impossível não ferir mais ninguém. Estamos tão obcecados com nós mesmos que não vemos o que fazemos com nossos próximos. Já não nos importamos com suas dores, com seus sentimentos, que ainda podem ser puros. Os perseguimos porque vemos neles algo de bom e diferente, que nos atrai. E logo após os contaminarmos ou usá-los, os deixamos de lado. E, neste momento, você nota o que ele virará também né?


Lamento dizer, mas o fim de tudo isto só resta a morte. Quem dera fosse à morte do nosso corpo. Continuaremos vivos, mas sem consciência, sem sentimentos verdadeiros de amor e compromisso.
Errantes perambulando pelo mundo, procurando carne fresca para “comer”.
Pobres de nós. Nosso fim deve ser uma bomba atômica que destrua a terra inteira já que para o futuro, sinceramente, não consigo ver uma cura para este terrível vírus espalhado por cada aresta deste planeta.
O único que consigo ver são pessoas contaminando mais pessoas e camuflando suas intenções vazias com a desculpa de acompanharem tendências.

Nesses "zumbis evoluídos" é o que nos tornamos.







By: Juan.Sanz

Nenhum comentário:

Postar um comentário