domingo, 11 de dezembro de 2011

Lado Emocional (parte 2) - “Ilusão”


Sei que o que foi imaginado para o fim macabro do nosso mundo e de nossa espécie viria complementado com muito sangue, mordidas e desespero.
Também sei que muitos de nós teríamos que nos esconder e procurar suplementos essências apenas para sobreviver.
Tudo isso para fugir das mutações criadas por nós mesmos. A principio para tentar achar a cura de doenças, mas no final, acabando com nossa espécie. E aos poucos nos transmutando em “mortos-vivos”. Famintos por nossos semelhantes.

Acho que a realidade zumbi no mundo não é mais uma historia para nos entreter, mas sim, uma cruel realidade que está, diga-se de passagem, neste exato momento, contaminando muita gente.

Lamento dizer que não posso te iludir e nem me iludir também, pois esta é uma realidade que está cada vez mais óbvia.
Sei que ela não é igual a muitos filmes que já vimos a respeito, mas também sei que independente disto, ela pode ser igual de violenta e cruel.

Vivi muitas dessas cenas fortes ao longo da minha vida e vi que para alguns pode até parecer exagero. No entanto, observe o que nós vivemos hoje e faça suas próprias comparações.

Infecções, medo, enfermos, monstros, feridos e, por fim, mortos. Já não consigo sentir calafrios nos filmes, pois vejo esse suspense nas nossas vidas, que fugiram de controle há algum tempo.
Acordei para esta situação quando percebi que a maioria das pessoas adoram seguir a multidão, já que isto as ajuda a se definirem quando já não possuem sua própria concepção da realidade.

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Para nos identificarmos e nos sentirmos normais em comparação ao resto de nós, caímos em uma armadilha puramente criada pelo desespero e a falta de conhecimento e nos entregamos ao mundano, ao “normal”, ao comum.

Como já disse algum mestre:
Hoje em dia a merda tá ficando comum. O comum se torna normal e o normal se torna socialmente aceito e muitas vezes até, bem visto.”

Ou seja, hoje em dia "bosta" é nome de perfume...

Isto nada mais é do que uma ideia idiota "modernista" e ela, se pararmos para pensar, não justifica nossas ações. Apenas as recobre com uma cor brilhante para que, assim, possamos vê-la e aceita-la da forma mais passiva possível. Afinal de contas, para que mudar, ser diferente, querer algo que considero melhor para mim mesmo, se ninguém do meu circulo ira aceitar e se unir a mim?

Eu não quero ser diferente e socialmente não-aceito” - é o que pensam por ai.






By: Juan.Sanz

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