quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Sopro Fedorento


Coisas da vida, sofrimento alheio.
Quer saber do que não gosto? Dessa merda que não sai de dentro de vossos peitos.

Vagabundos, sem-vergonhas, péssimos ouvintes, e pobres anfitriões.
Somos nada mais do que um bando de imbecis, cegos e fanfarrões.

Acha que estou griladinho e com vontade de desabafar?
Eu já desisti dessa porra e não tenho mais saco para negociar.

Tanto tempo gasto, tanto tempo entregue.
Tantas coisas feitas em vão a fim de conquistar vosso coração.

Não posso mais lutar e nem confiar já que graças à modernidade sou um bicho fora desta realidade.
E o resto dos animais? Aproveitaram-se dessa nova estação para cair num lugar mais baixo que o chão.

Fodam-se todos nós. Prefiro viver feliz e pleno, solto na minha realidade.
Não me importa que eu, para o mundo, tenha um prazo de validade. Já que nada, mas nada, me fará vender minha personalidade.

Você não confia em mim? Abra os olhos e perceba que é você quem não é de confiança.
Você não tem certeza dos seus sentimentos? Acorde e veja o que está claro; Você já não tem nada por dentro.
Quer apenas se divertir? Hipócrita, fútil e mesquinha. Você não passa de uma casca vazia.

Aposto que estou sendo mal-interpretado, mas o que esperar de gente que tem como hábito o ato de não pensar?

Não estou grilado e muito menos com raiva.
Só quero expressar minha decepção antes que eu mesmo me entregue a este mundo de ilusão.





By: Juan.Sanz