sexta-feira, 15 de julho de 2011

Velhas Companhias


Vem a mim, doce Mentira. Mostre-me todo seu charme e me conquiste com sua forma fria.
Diga ou escreva o tamanho do seu amor, apenas para me deixar molhado de suor.
Caia de boca e chame meu nome. Caras e bocas acendem seu charme.
Apenas não copie a besteira da grande multidão. Transparecendo a verdade depois de usar bem o seu cão.

Chegue mais, dona Hipocrisia. Conte-me mais sobre seu dia.
Não me deixe perceber sua insatisfação e continue me dizendo que putaria reside apenas na televisão.
Não me conte que hoje você criticou uma ação alheia, quando sei que o que te incomodou foi não ter a mesma idéia em ação primeira.
Alias, não siga meu conselho e seja cara de pau. Afinal, o mundo esta com contigo e declara todo tipo de sujeira como algo normal.

Será isso mesmo, gatinha Desconhecida. Será que eu gosto mesmo quando você me declara como “sua vida”?
Sua fantasia pode até te fazer bem por um momento, mas não passa de uma armadilha que você esquece com o tempo.
Eu não vou te maltratar e nem deixar você saber como eu acho falsa e fútil sua forma de viver.

Agora você não! senhora Lamentação. Com você eu já não tenho paciência!
Você é imaginação e punição. Você é ignorância e arrependimento.
Você é mestre dos fracos apenas. Eles te alimentam e te engordam com muito daquilo que irracionalmente eles mesmos criaram. Sai pra lá e não me venha mais com esse velho blá-blá-blá.

Apartai-vos bando de imbecis e mantendes distante para que eu possa deixar de ser mais do que um objeto que vos observa nesta empoeirada estante.

Apesar de tudo, eu até entendo. Sei que durante minha vida, de alguma forma, "eles" sempre me acompanharão, assim como sei que sempre vou encontrar muita merda esparramada nesse chão.







By: Juan.Sanz